Inflação menor tem que vir com poder de compra maior!

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10/01/2018
Mais importante que o poder de compra da moeda (inflação) é o poder de compra da população.
Mais importante que o poder de compra da moeda (inflação) é o poder de compra da população.
O IBGE divulgou hoje (10/01) a inflação oficial do Brasil (IPCA) em 2017, que fechou o ano em 2,95%, a menor desde 1999. Esse índice histórico ficou abaixo do piso da meta fixada pelo governo para o ano passado, que era de 3%, e representa menos da metade do IPCA de 2016, que havia ficado em 6,29%, o que sem dúvida alguma é um bom sinal. Porém, para que haja uma recuperação econômica sustentável, é preciso elevar o poder de compra do brasileiro. E a inflação é apenas um elemento dentro dessa equação, que também leva em conta a renda do mercado de trabalho, a previdência, o crédito e os juros. Por isso é tão importante discutirmos com a sociedade as reformas estruturais, como a Trabalhista, a Previdenciária e a Tributária. É preciso investir mais em infraestrutura, inovação e melhorar a qualidade da educação. Combater a corrupção para que os recursos públicos sejam bem empregados e que haja um ambiente propício para a atração de novos negócios e empreendimentos no Brasil. Fiquei feliz com a notícia da queda da inflação, sem dúvida, mas ficaria ainda mais animado com a queda do desemprego no Brasil que, se é verdade que deixou de crescer, ainda assola 12,6 milhões de brasileiros, segundo os últimos dados do PNAD. Mais importante que o poder de compra da moeda (inflação) é o poder de compra da população e, infelizmente, nesse quesito, segundo dados da Tendências Consultoria, estamos atrás de países como Tailândia, Panamá, Botsuana, República Dominicana e Costa Rica.