Fábio Trad viabiliza audiência de representantes de MS com Ministério da Saúde

Notícias

10/03/2020
Deputado e representantes de setores diversos da saúde de MS no Ministério da Saúde (foto: Lilian Dias)
Deputado e representantes de setores diversos da saúde de MS no Ministério da Saúde (foto: Lilian Dias)

Transplante de órgãos, suicídio e autismo, além do investimento na infraestrutura de saúde de Corumbá, estiveram na pauta com o secretário adjunto do Ministério da Saúde, Carlos Jurgielewicz

Assessoria

 

Na última semana Mato Grosso do Sul ocupou lugar de destaque no cenário político nacional. Graças à articulação do deputado Fábio Trad (PSD/MS) uma audiência no Ministério da Saúde colocou frente a frente o Secretário Adjunto da Pasta, Carlos Alberto Jurgielewicz com representantes da Câmara dos Vereadores de Corumbá e da Associação Brasileira de Transplantados (ABTx).

Na ocasião, os vereadores Chicão Viana e Domingos Albaneze, recém-filiados no Partido Social Democrático do MS, pleitearam um centro de unidade básica de saúde para o Jardim dos Estados, um dos bairros mais populosos e carentes de Corumbá, além de sistemas de videoendoscopia e ultrassom diagnóstico.

A capital do Pantanal tem 120 mil habitantes e ainda atende os cidadãos das regiões vizinhas Ladário e as cidades fronteiriças da Bolívia. “Não vimos o crescimento nos últimos anos ser acompanhado pela evolução da infraestrutura de saúde. Por isso solicitamos também a interligação e informatização do sistema de saúde e computadores para todos os postos”, destacou Albaneze, que mostrou-se otimista ao término da reunião.

Doação de órgãos

Outra pauta bastante importante da reunião foi o transplante de órgãos. O Brasil tem mais de 30 mil pacientes cadastrados em lista de espera para um transplante, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Pessoas que, além de sofrerem com a incerteza e a demora do processo, da procura invariavelmente maior que a demanda, da necessidade de uma série de procedimentos clínicos, como a compatibilidade dos órgãos, ainda padecem da exclusão no mercado de trabalho e da baixa qualidade de vida.

“Há casos em que a pessoa aguarda até sete anos uma doação e enquanto isso sua saúde vai se deteriorando pois não consegue manter-se ativo”, disse o Presidente da Associação Brasileira de Transplantados (ABTx), Edson Arakaki, ao Secretário Adjunto do Ministério da Saúde, Carlos Jurgielewicz.

Araraki destacou o esporte como política pública eficaz para a inserção do transplantado tanto na sociedade quanto no mercado de trabalho.

Em parceria com a ABTx, o mandato do deputado Fábio Trad já prepara um estatuto de candidatos a transplante e transplantados que possa ser apresentado e aprovado no Congresso Nacional.

“Já estamos elaborando um Projeto de Lei para condensar os direitos dos transplantados”, disse Trad.

Suicídio

Algumas dessas pessoas não suportam a longa e exaustiva espera na fila de transplantes e acabam por tirar a própria vida. Essa foi a contribuição que trouxe ao debate o psicólogo e psicopedagogo, Tiago Salsa Corrêa, que nos últimos anos estudou, especializou-se e aprofundou-se na temática depressão e suicídio.

Segundo ele, proporcionalmente Mato Grosso do Sul detém hoje um dos maiores índices de suicídio do Brasil, muitos desses casos diretamente ligados aos elevados números de abuso sexual, homofobia, feminicídio etc.

“Essa questão precisa ser prevenida e combatida por políticas públicas efetivas, profissionais experientes, psicólogos escolares especialistas na temática. O secretário nos deu uma excelente devolutiva, alegando que há recursos disponíveis para a construção de CAPES em todos os municípios do Estado, basta que os prefeitos apresentem os projetos”.

Autismo

A reunião ainda debateu os direitos das crianças com transtorno de espectro autista e seu tratamento. O representante, Roberto Sinai, solicitou a ampliação das estruturas físicas hoje existentes em Mato Grosso do Sul para o atendimento da demanda reprimida.

“Hoje temos 200 crianças e outras 200 fora, cadastradas. E sem condições financeiras para mantê-las. Além disso, é preciso viabilizar a questão do canabidiol. Imagina uma criança que hoje tem oito ou nove convulsões por dia não tendo mais nenhuma sequer”!

Também estiveram presentes na reunião o vice-presidente da ABTx, Haroldo Costa; e o diretor regional da ABTx de Mato Grosso do Sul, Professor Carlão; Maria José, secretária da ABTx.