Representantes da UFGD pedem apoio a Fábio Trad e parlamentares contra intervenção na instituição

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19/10/2019
Representantes da UFGD após reunião com deputados federais de Mato Grosso do Sul (Foto: divulgação)
Representantes da UFGD após reunião com deputados federais de Mato Grosso do Sul (Foto: divulgação)

Processo de escolha da reitoria da UFGD foi judicializado e instituição tem sua autonomia ameaçada

Daniel Machado, Assessoria

 

Os dois ex-reitores e um grupo de diretores, alunos do diretório acadêmico, associação de pós-graduandos e sindicalistas da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) estiveram na manhã desta sexta-feira (18) no escritório de Fábio Trad com o deputado e demais parlamentares do Estado a fim de pedir a mobilização da bancada sul-mato-grossense pelo fim do golpe atualmente em curso na universidade.

Em junho deste ano, a instituição realizou consulta prévia e elegeu o professor Etienne Biasoto e a professora Claudia Lima como reitor e vice-reitor da Universidade. No entanto, o processo de escolha da reitoria da UFGD foi judicializado e segue suspenso até o momento.

Desta forma, segundo disse o professor do Curso de Direito da UFGD, Tiago Botelho, em entrevista por telefone, a universidade foi colocada sob intervenção e tem sua autonomia ameaçada.

“Além disso, a chapa que teve a menor aceitação da comunidade UFGD está administrando a instituição no momento, pois a interventora nomeada tem vínculo com o grupo que ficou em último lugar no processo de consulta prévia na universidade”, disse o professor e advogado.

Para o deputado Fábio Trad, defender a democracia na UFGD é defender as universidades públicas, Dourados e o Estado Democrático de Direito. O parlamentar garantiu que a bancada sul-mato-grossense atuará junto ao Ministério da Educação para que faça valer a decisão em 1ª instância, chancelada pela Justiça Federal de Dourados, que determina a sequência do curso regular da lista tríplice. Além de Trad, também apoiam a causa os deputados Rose Modesto, Dagoberto Nogueira, Vander Loubet, Bia Cavassa e os senadores Nelsinho Trad e Simone Tebet.

“Essa intervenção na UFGD é um golpe em curso e vem na esteira da instabilidade dos princípios democráticos e da autonomia universitária. Trata-se de um desrespeito com a comunidade UFGD, com Dourados, com o Mato Grosso do Sul e com Brasil”, disse Fábio Trad.

Estiveram presentes na reunião os dois ex-reitores Damião Farias e Liane Calarge; a coordenadora geral dos técnicos, Andressa Casare; representantes do sindicato dos professores, Cássio Knapp; Franklin Schmalz, pela associação de pós-graduandos; Marisa Lomba, dos diretores de faculdades; e do diretório acadêmico dos estudantes da UFGD, Maria Augusta e Ana Elisa.