Projeto de Fábio Trad concede a Campo Grande título de capital do turismo de observação de aves

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12/06/2019
Gavião-Carijó no bairro Coophafé, em Campo Grande (Foto: Gilson Rocha, CG News)
Gavião-Carijó no bairro Coophafé, em Campo Grande (Foto: Gilson Rocha, CG News)

Aprovado nesta quarta na comissão de cultura, texto segue agora para CCJC

Por Daniel Machado e Renan Bortoletto

 

“Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos. Tenho abundância de ser feliz por isso. Meu quintal é maior do que o mundo”. As palavras do poeta pantaneiro Manoel de Barros apontam para a riqueza da capital morena, que já tornou-se reconhecida como uma “birdwatching”, com inúmeros ‘pontos quentes’ para observação de aves.

E não é para menos. Somente o estado do Mato Grosso do Sul é composto por três biomas diferentes: segundo cientistas, no Cerrado podem ser encontradas cerca de 935 espécies de aves (destas, 148 exclusivas da região); na fauna pantaneira, 650 espécies de aves, como o tuiuiú, ave símbolo do Pantanal; e na Floresta Amazônica um total de 1294 espécies de aves, como o galo-da-serra e outras diversas variedades endêmicas, não encontradas em outros lugares.

E a capital do estado, Campo Grande, está prestes a se tornar oficialmente a capital nacional do turismo de observação de aves. Nesta quarta-feira (12) a Comissão de Cultura (Ccult) da Câmara aprovou um texto (PL-11143/18) de autoria do deputado Fábio Trad (PSD-MS) que concede o título ao município. A proposição contou com a relatoria do deputado federal Loester Trutis (PSL-MS).

“Campo Grande possui mais de 350 aves catalogadas, entre elas espécies raras e ameaçadas de extinção. Em novembro temos a maior feira de observação de aves da América Latina, a Avistar”, lembrou Trad. Realizado entre 23 e 25 de novembro, o evento congrega uma união de forças entre poder público, empresas privadas e institutos de pesquisa e apaixonados pela atividade.  

A capital, já bastante conhecida por políticas públicas que incentivam o turismo de observação de aves, também tem conseguido atrair renda e gerar emprego ao fomentar o segmento e, consequentemente, ajudar na preservação de espécies.

A proposta segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara antes de ir ao Senado.