Fábio Trad assume coordenação do Seminário Estadual do Crack

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24/05/2011
"Farei um possível para contribuir para o combate a esta terrível droga e para a recuperação dos dependentes."

O deputado federal Fábio Trad (PMDB – MS) foi indicado hoje para coordenar o Seminário Estadual do Crack, tendo como relatores os deputados federais Geraldo Rezende e Luiz Henrique Mandetta. Fábio, que é membro titular da Comissão Especial destinada a promover políticas públicas nacionais de combate e prevenção e recuperação dos efeitos do crack, disse que o evento, ainda sem data marcada, vai promover um amplo debate sobre o tema envolvendo todas as instâncias da sociedade sul-mato-grossense neste grave problema que aflige a família brasileira.

Nos últimos anos, o consumo de crack e o aumento de ocorrências policiais relacionadas à droga colocaram o problema no topo da agenda pública. Há grande preocupação relacionada à rápida expansão da droga. Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios em dezembro passado revelou que o crack está presente em 98% das cidades brasileiras: “Hoje, o crack configura-se um problema de saúde pública com efeitos nocivos que se estendem para a família e para a sociedade. Farei um possível para contribuir para o combate a esta terrível droga e para a recuperação dos dependentes. O Seminário será um passo nesta direção”, afirmou o deputado sul-mato-grossense.

O problema das drogas tem sido uma preocupação constante de Fábio Trad. Recentemente, em pronunciamento na Câmara Federal, o deputado abordou o assunto, citando trechos do livro “Crack: um desafio social”, organizado pelos professores Luis Flavio Sapori e Regina Medeiros, nos quais usuários de crack relatam o terror do vício. Fábio pediu reflexão sobre o tipo de política pública adotado no país em relação às drogas. “A política proibicionista faliu. Para cada tonelada de droga apreendida outros milhares estão sendo comercializadas e traficadas”, afirmou.

Drogatização

Segundo o deputado, o problema das drogas é um fato social e histórico e, por isso, não se pode isolá-lo como produto laboratorial, dominado apenas por um tipo de saber. “Só os juristas não vão dar conta do problema. Só os médicos não vão dar conta do problema. Só os assistentes sociais não vão dar conta do problema. É preciso intersetorializá-lo, é preciso trazê-lo para a multidisciplinaridade, trazer o ponto de vista cultural, filosófico, político, jurídico, sociológico, antropológico, psicológico, psiquiátrico, de saúde pública, de assistência social, dos direitos humanos, da segurança pública, da geografia urbana, da clínica de recuperação e tratamento e tantos outros quantos possam contribuir para dissecação deste problema, que é multifacedado”, sugeriu.

O deputado sul-mato-grossense disse ainda que a epidemia do crack é, na realidade, conseqüência da drogatização da sociedade brasileira, que, por sua vez, é fruto de um sentimento de angustia, melancolia e tristeza coletiva que só poderá ser diagnosticado com precisão se a sociedade questionar a fundo suas bases estruturais de modelo econômico, cultural e social.